terça-feira, 20 de novembro de 2012

CNJ abre 177 vagas com salário de até R$ 6.611

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou edital de concurso público com oferta de 177 vagas, sendo 80 para o cargo de técnico judiciário - administrativo, 13 para técnico judiciário - apoio especializado e 84 para analista judiciário. As funções de técnico exigem nível médio e têm vencimentos de R$ 4.052,96. Os candidatos ao posto de analista devem ter formação superior, a remuneração é de R$ 6.611,39. Os valores não incluem os benefícios. Todas as vagas são para lotação em Brasília. Os interessados poderão se inscrever pelo site www.cespe.unb.br entre 7 de dezembro e 4 de janeiro de 2013. As taxas de inscrição são de R$ 60 e R$ 100, conforme o cargo pretendido. As provas estão previstas para 17 de fevereiro e serão realizadas na capital federal.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Presidente do SINDSEAP concede entrevista sobre a denuncia dos agentes

Dia 16 de novembro, o presidente Francisco Rodrigues concedeu entrevista à Band News, referente a revelia do Secretário, chefia da Seap, que intima servidores a fragilização da Segurança da Escolta Penitenciária, expondo os servidores, presos e a sociedade em geral a iminente e auto risco de vida, pelas ruas do Rio.

SERÁ QUE É SÓ NO RIO DE JANEIRO?



 Fonte: Sindsistema

SIFUSPESP exige retratação da Rede Globo











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Declarações do jornalista Chico Pinheiro causam repúdio na categoria
As declarações do jornalista Chico Pinheiro, do telejornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, causou repudia dentro da categoria dos servidores penitenciários. O jornalista no Chico Pinheiro durante comentário sobre a violência em São Paulo, disse que o uso de celulares dentro do presídio por lideres de facção só é possível com a conivência dos agentes penitenciários.  
Na mesma matéria o comentarista de segurança do telejornal,  Diógenes Lucca, ratificou as palavras do jornalista. Segundo Lucca, não há dúvida de que há conivência dos agentes penitenciários.
Nos últimos anos, apareceram na imprensa muitos "peritos" no sistema prisional tentando passar a impressão de realmente conhecem essa realidade e, de certa forma querendo amenizar a responsabilidade do governo do estado-  jogando nas costas dos trabalhadores as mazelas deste sistema desumano.
"O SIFUSPESP está oficiando à Rede Globo retratação do jornalista Chico Pinheiro, pois a falta de conhecimento sobre a superlotação e a falta de funcionários que impossibilita que nós agentes penitenciários possamos realizar nosso trabalho não dá o direito de ninguém denegrir a imagem da nossa categoria", disse o presidente da entidade João Rinaldo Machado.

Fonte: SIFUSPESP
 

domingo, 18 de novembro de 2012

Alerta contra o PCC em Minas

Agentes das duas corporações estavam fortemente armados ontem
 Primeiro Comando da Capital (PCC) em Minas Gerais, na madrugada de hoje, colocou as polícias Militar e Civil em estado de alerta nos últimos dias. Uma ligação entre membros da organização criminosa teria sido interceptada e gerado estado de atenção. Policiais mineiros foram informados sobre a ameaça. Fontes das duas corporações ouvidas por O TEMPO indicaram que ataques coordenados na região metropolitana de Belo Horizonte poderiam acontecer - especialmente em Contagem, Betim e Ribeirão das Neves.

No início da madrugada de hoje, todas as viaturas da PM sairiam das companhias e batalhões com armamentos pesados. "Estamos saindo com fuzis e pistolas para cada policial. Isso não acontece normalmente. Com os fuzis, costumamos usar balas de borracha, mas estamos saindo com munição real hoje (ontem), diante desse alerta", afirmou um militar do Batalhão Rotam, que pediu para manter o anonimato.

"Desde ontem (sexta-feira), há uma orientação superior para que todos os integrantes da Polícia Militar fiquem em alerta", afirmou uma fonte do 49º Batalhão, responsável pelo policiamento da região de Venda Nova, na capital.

As polícias do Rio de Janeiro e de São Paulo teriam avisado, na semana passada, à Secretaria de Estado de Defesa Social que havia a previsão de ataques do PCC na madrugada de hoje. A informação foi inclusive confirmada por um coronel da Polícia Militar, que também pediu para não ser identificado. "Houve realmente esse aviso", explicou.

Nas salas de operações dos batalhões da região metropolitana, a ordem era alerta máximo em relação a todas as ocorrências. "Temos a informação de que uma caminhonete Hilux e dois carros - um Audi e um Gol -, com placa de São Paulo, estavam rondando e com pessoas fotografando batalhões e delegacias", disse um soldado.

OUTRO LADO. As cúpulas das polícias negam o alerta contra o PCC. O delegado-chefe da Polícia Civil, Cylton Brandão, classificou a informação como "mentira" e disse apenas que a corporação está "em alerta constante contra a criminalidade". O assessor de imprensa da PM, major Gilmar Luciano, afirmou que havia uma "coincidência". "Estamos reforçando a operação Cinturão, que lançamos recentemente. Não tem nada sobre o PCC", garantiu.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Minas Gerais (Sindipol-MG), Denilson Martins, ficou sabendo da ameaça na última quarta-feira. "Conversei com o delegado Cylton (Brandão, chefe da Polícia Civil) e ele falou comigo que tomaria uma atitude quanto a isso, o que não aconteceu", disse.

O Sindipol colocou um alerta em seu site, explicando a situação e avisando sobre uma possível lista com 25 nomes de policiais militares e civis que estariam na mira da facção criminosa e marcados para morrer.
Suspeita
Moto com placa de SP é parada pela polícia
Uma moto com placa da polícia de São Paulo foi apreendida em um posto de gasolina no bairro São Bernardo, na região Norte da capital, na noite de ontem. A informação correu por todas as unidades das polícias Militar e Civil. A hipótese de que o veículo estivesse sendo utilizado pelos integrantes da facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC) fez o alerta das forças de segurança de Minas ficar ainda maior.

Duas pessoas foram detidas por não estarem com o documento da moto. Uma delas disse à polícia que comprou o veículo de terceiros e oriundo de um leilão. A ocorrência foi feita na sede do 13º Batalhão, no bairro Planalto, região Norte de Belo Horizonte, e encerrada no Detran.
PERSEGUIÇÃO. Anteontem, de acordo com um militar ouvido pela reportagem, uma moto com dois homens em atitude suspeita estava rondando as imediações do 40º Batalhão, responsável pelo policiamento de cidades como Ribeirão das Neves e Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ao notarem a motocicleta, os policiais fizeram uma perseguição, que não obteve sucesso. Os suspeitos não foram identificados.  

(RF com Aline Diniz/Portal O Tempo Online)

sábado, 17 de novembro de 2012

Segurança Pública de Minas em Estado de Alerta

Atenção estou repassando aviso da colega de serviço Dolores Tambasco, ajudem a divulgar para os demais colegas PC/PM/ASP.
Gente recebi mensagem de colegas da região Metropolitana de BH dando noticias que o Deosp/BH interceptou ligações no sentido de que a partir de amahã, dia 18 de de novembro as 05 hs da manhã inicará ataques em Minas Gerais! Vamos nos precaver, não custa nada. Tem cidades em MG que ja esão ocorrendo alguns fatos estranhos, sendo elas divisas com SP, e nós fazemos divisa com RJ.Por favor se cuidem, se preocupem não somente com voces no dia dia no trabalho, mas na vida pessoal e de suas famílias.Vamos nos manter unidos e informados.

Policiais mineiros em estado de alerta


Leia ofício encaminhado ao Chefe de Polícia para alerta acerca de atuação de grupos criminosos ligados ao PCC.

Fonte: Sindpol MG

Matéria também publicada no Blog da Renata. 

Número de servidores que recebem acima do teto bate recorde

No mês de agosto, 127 funcionários do Estado tiveram vencimentos maiores que R$ 26,7 mil, a maioria, auditores fiscais que têm direito à prêmio por produtividade

Por Renato Salles


 O número de servidores públicos estaduais que receberam vencimentos líquidos acima do teto constitucional do funcionalismo de R$ 26.700, que corresponde ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atingiu marca recorde em agosto. No último mês em que a folha de pagamento foi divulgada pelo Portal da Transparência do Governo de Minas Gerais, a lista trouxe 127 supersalários. Mais do que o dobro do registrado em julho, quando 51 funcionários receberam além do previsto pela Constituição, e quase cinco vezes mais do que o observado em junho, primeiro mês em que os vencimentos foram publicados, quando 27 servidores embolsaram remunerações acima do teto.
O aumento no número de supersalários constantes na folha de agosto deve-se a benefícios extras pagos aos auditores fiscais da Receita Estadual, que representam 110 dos 127 nomes que tiveram vencimentos acima do teto. Naquele mês, os auditores receberam uma premiação por produtividade de até R$ 6.153,94, o que beneficiou uma pequena minoria dos 1.647 funcionários que forma a categoria. Após contato realizado pela Tribuna, a assessoria do Governo de Minas afirmou que o bônus por produtividade é um pagamento eventual e não é considerado para o cálculo do teto constitucional. A bonificação é concedida aos servidores da Secretaria Estadual de Fazenda com base na ampliação da arrecadação de receitas, seguindo legislação estadual, que prevê o pagamento de até quatro prêmios anuais conforme desempenho da ampliação da arrecadação de receitas.
Apesar do posicionamento do Governo, já há decisões judiciais que consideram que premiações por produtividade não podem culminar em vencimentos maiores que o teto remuneratório do serviço público. No ano passado, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) adotou o entendimento ao julgar um recurso interposto pelo Sindicato dos Funcionários Fiscais do Amazonas (Sindfisco), que reclamava o pagamento do Prêmio Anual de Produtividade Fazendária, à revelia do que prevê decreto que estipula limite para os vencimentos dos servidores no estado.
À época, o ministro Mauro Campbell Marques defendeu que o teto remuneratório foi estabelecido pelo artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal, alterado pela Emenda Constitucional n. 41, de 2003, e não faz exceções para o recebimento de prêmios ou incentivos periódicos. "Não prevalece a garantia da irredutibilidade de vencimentos em face da nova ordem constitucional", esclareceu. Por fim, destacou que, com a EC 41/03, as vantagens remuneratórias de qualquer natureza devem ser incluídas no cálculo do teto remuneratório.
 

550 têm remuneração bruta maior que o limite

Dos 127 servidores que foram remunerados acima do teto constitucional, 90 receberam algum tipo de salário eventual, proporcionada por ações judiciais em que foram determinadas indenizações em parcela única. Por esta razão, apesar da predominância dos auditores fiscais na listagem dos supersalários, o dono do maior vencimento líquido da folha é um professor universitário lotado na Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), que recebeu salário líquido de R$ 135.399,65. Porém, neste caso, o soldo foi reforçado por uma remuneração eventual de cerca de R$ 140 mil, que, assim como o vencimento bruto de R$ 12,9 mil, foi alvo de deduções obrigatórias.
 Por outro lado, em 22 casos os vencimentos líquidos recebidos ultrapassam o limite para os salários do funcionalismo público mesmo sem levar em consideração o montante recebido pelas chamadas remunerações eventuais.
Segundo a assessoria do Governo, os valores constantes no item "remuneração após deduções obrigatórias" da planilha de agosto divulgada pelo Portal da Transparência, "estão contempladas remunerações eventuais, que não servem de base para o limite constitucional, como férias-prêmio, pagamentos retroativos, prêmio por produtividade, entre outros.
 Vencimentos brutos
Com relação aos vencimentos brutos, 550 funcionários recebem acima do teto de R$ 26.700. Oficialmente, estes servidores sofrem abatimentos automáticos - os chamados "abate-teto" - para que suas remunerações sejam adequadas à legislação. Entretanto, alguns funcionários conseguem aval judicial para receberem seus vencimentos de forma integral. É o caso de um auditor fiscal da Receita Estadual, que aparece como o maior salário bruto da lista, com R$ 46.209,92, e recebeu salário líquido de R$ 38.810,89 em agosto. Ainda com o entendimento de que alguns benefícios estejam à margem do cálculo do teto, um servidor, que não teve seu nome divulgado na planilha por uma decisão judicial, excede o limite mesmo que seja debitado o prêmio por produtividade de R$ 6.153,94 e a remuneração de R$ 3.537,21 a titulo de "demais eventuais", com um "soldo" de R$ 29.119,74.

Gastos com funcionalismo chegam a R$ 712 milhões

No total, os gastos com o pagamento dos 127 vencimentos acima do teto constitucional causaram um impacto de quase R$ 4 milhões aos cofres do Estado. O conjunto de 110 auditores fiscais da Receita Estadual responde por 80% desse montante, algo em torno de R$ 3,2 milhões. Apenas as premiações por produtividade pagas aos servidores que extrapolaram o limite previsto pela Constituição chegam a R$ 670 mil. O número é mais impactante se comparado com os montantes gastos com os supersalários nos meses de junho, R$ 890 mil, e julho, R$ 1,7 milhão.
 Os supersalários pagos a alguns servidores impressionam quando comparados com os vencimentos de alguns nomes do primeiro escalão estadual. O governador Antonio Anastasia, por exemplo, recebeu em agosto salário líquido de R$ 7.897,45, benefício similar ao embolsado pelo vice-governador Alberto Pinto Coelho. Entre o secretariado, o maior salário foi o de Antônio Jorge, responsável pela Saúde, com salário líquido de R$ 11.047,66.
 Ao todo, no mês de agosto, foram gastos cerca de R$ 712 milhões para pagar uma folha de pagamento que conta com 363.843 funcionários. Em relação a junho, primeiro mês que os vencimentos do funcionalismo estadual foram divulgados pelo Portal da Transparência, os valores destinados aos salários dos servidores registraram um crescimento de quase 15%. Naquele mês, aproximadamente R$ 607 milhões foram destinados às remunerações de 330.894 funcionários, o que significa crescimento de 9% no quadro pessoal. Segundo a assessoria do Governo de Minas, a variação se justifica pois, em junho, "foram divulgados apenas os servidores da administração direta e, a partir de julho, foram contemplados, também, os servidores da administração indireta".

Reportagem Tribuna de Minas

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Governo federal não repassa verba para presídios em Minas

Cerca de 14 mil condenados esperam vagas em presídios no Estado
Espera. Em Minas Gerais, 14 mil presos já condenados estão à espera de uma vaga em penitenciárias
Minas Gerais não recebeu nenhum centavo dos R$ 111 milhões anunciados no primeiro semestre deste ano pelo governo federal para o aperfeiçoamento do sistema penitenciário brasileiro. De acordo com o subsecretário de Administração Prisional do Estado, Murilo Andrade, o governo de Minas mantém a expectativa de receber parte desse montante - R$ 12 milhões -, até o fim do ano, para investimentos na área.

"Queremos que essa aprovação da verba aconteça o mais rápido possível para que possamos dar andamento aos projetos de construção de novas unidades prisionais e de ampliação das já existentes", diz Andrade, que ressalta que Minas ainda não considera que houve atrasos nos repasses, já que a liberação das verbas só deve acontecer mediante a aprovação dos projetos pela União, o que ainda não ocorreu.

As baixas transferências de recursos previstos no Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) têm gerado graves problemas na área, já que a responsabilidade de cuidar dos déficits do setor tem ficado a cargo, quase que exclusivamente, dos governos estaduais.
"A falta de investimentos tem sido suprida com fortes investimentos do governo de Minas. O orçamento da Subsecretaria de Administração Prisional, para 2013, é de R$ 800 milhões. Já a previsão de investimentos para os próximos dois anos está próxima de R$ 120 milhões", garante o subsecretário.

Apesar disso, os números do Estado não são nada animadores e acabaram sendo reforçados com a polêmica declaração no ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, de que prefere a morte a estar preso em alguma penitenciária brasileira.

Déficit. Minas é o terceiro Estado que mais precisa criar vagas em penitenciárias, com defasagem de 14 mil lugares, segundo levantamento do site Contas Abertas a partir de dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O primeiro é São Paulo, com déficit de 74 mil vagas, seguido por Pernambuco, com 15,3 mil.

Outro dado diz respeito à demora por parte do Judiciário para julgar os crimes. Em todo o país, seis Estados têm mais da metade da população carcerária ainda aguardando julgamento, e Minas está entre eles, com 56,6% à espera de sentença.

"Minas Gerais criou 23 mil vagas nos últimos oito anos. No entanto, a população carcerária do Estado cresceu em um ritmo ainda mais acelerado", explica o subsecretário Andrade. Segundo ele, até o fim do ano, a secretaria vai entregar 2.500 novas vagas, com previsão de ampliação para 14.500 até 2015.
Insuficiente
União libera 35,8% do previsto
Brasília. O déficit no Sistema Penitenciário Brasileiro é de quase 200 mil vagas. Apesar disso, a maioria dos recursos disponíveis para melhorar o quadro não foi sequer empenhada.

Apenas 35,8% dos recursos previstos para o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) em 2012 foram reservados para futuros pagamentos. Os valores efetivamente pagos representam somente 20% ou R$ 86,5 milhões do total. Ao todo, R$ 435,3 milhões estão orçados para o fundo em 2012, de acordo com levantamento feito pelo site Contas Abertas.

O Funpen foi instituído em 1994 com a finalidade de proporcionar recursos e meios para financiar e apoiar as atividades e programas de modernização e aprimoramento do Sistema Penitenciário Brasileiro.

Os recursos, segundo a legislação, deveriam ser aplicados na construção, reforma, ampliação e aprimoramento de estabelecimentos penais, na manutenção dos serviços penitenciários e na especialização do serviço penitenciário.

Do montante total previsto para 2012, R$ 84,9 milhões (19,5%) estão embutidos no orçamento como "Reserva de Contingência". Esses recursos inflam o orçamento do Funpen, mas não são utilizados, pois ficam reservados para auxiliar na formação do superávit primário.

Além disso, existem diversas ações com execução orçamentária baixa. A "construção da quinta penitenciária federal", tem dotação de R$ 27,6 milhões, mas só foram empenhados R$ 21 mil.
Resposta
Cardozo promete R$ 1,1 bi para área
Brasília. Em viagem a trabalho para o Peru, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, reafirmou que prefere "a morte a muito anos de prisão em alguns presídios brasileiro", mas destacou os investimentos do governo federal para solucionar a questão. Segundo ele, estão previstos para a ampliação do número de vagas prisionais cerca de R$ 1,1 bilhão. "O primeiro passo para solucionar um problema é jamais escondê-lo da população e não esconder o sol com a peneira", enfatizou Cardozo.

A oposição começa a aproveitar a declaração do ministro para atacar o Palácio do Planalto. Ontem, o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, disparou contra o governo petista. "O ministro reconheceu que (os petistas) estão há dez anos no governo e nada fizeram para mudar essa triste realidade do sistema carcerário", disse.

Freire ainda ironizou a situação dizendo que a condenação de petistas pelos crimes relacionados com o mensalão "vai forçar o governo a investir mais no sistema prisional". 
Fonte: O Tempo
 

Delegada que desafiou PCC pode ser punida

A delegada da Polícia Civil de Sorocaba que usou um adesivo no carro para desafiar o PCC e criticar o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto, terá sua conduta analisada pela Corregedoria da Polícia Civil e pode ser punida. Na quarta-feira (14), véspera do feriado, ela circulou de carro pela cidade exibindo no para-brisa traseiro um grande adesivo com os dizeres: "Vem PCC to facinha pra você! Se o secretário de Segurança não tá nem aí, eu me preocupo. Poupe pais, mães de família e o coitado do povo inocente".

Nesta sexta (16), o adesivo já havia sido retirado e a delegada, que pediu a preservação de sua identidade, não quis dar entrevista. Flagrada dirigindo o carro, ela disse ao jornal Bom Dia que havia tomado a atitude depois que o governador Geraldo Alckmin afirmou não ter planos de trocar o comando da Segurança Pública mesmo com a crise no setor. "A cegueira nas atitudes do secretário perante os atos criminosos é inadmissível. Negar a onda de violência é o mesmo que dizer que Papai Noel existe. Não me conformo com esse caos", desabafou.

Ao explicar a frase que mandou estampar em seu carro, disse que não se conformava em ver inocentes morrendo na guerra da capital. "Eu me importo com o povo do meu Estado. Gostaria que o secretário de segurança se importasse da mesma maneira."

O delegado seccional André Moron, que já identificou a autora do protesto - uma delegada com 23 anos de carreira -, considerou que ela tomou uma atitude isolada e inadequada. "Num momento conturbado como este, lutamos junto contra o inimigo comum, que é o criminoso, portanto essa atitude não contribui para a segurança de ninguém", disse.

Além de advertir a subalterna, o delegado seccional acionou a Corregedoria da Polícia Civil para avaliar a conduta da delegada e tomar medidas administrativas. "Estamos propondo que a delegada perca a titularidade da delegacia pela qual responde, pois temos a convicção de que sua postura fez com que ela perdesse a credibilidade perante a comunidade e junto à Seccional." O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo informou que vai acompanhar os trabalhos da corregedoria.

Fonte: O Tempo

Força-tarefa apontará falhas em penitenciárias do país




Diante das declarações do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que na terça-feira disse preferir morrer a cumprir pena em um presídio brasileiro, o governo federal se viu obrigado a preparar uma força-tarefa para melhorar o sistema penitenciário do país. Uma comissão conjunta – formada por técnicos da Secretaria de Direitos Humanos (SDH), ligada à Presidência da República, e do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado à pasta de Cardozo – começará a se reunir já na semana que vem com os secretários responsáveis pelas unidades prisionais em cada estado. A ideia é levantar as principais necessidades de cada um e identificar os entraves que dificultam a aplicação de recursos da União no setor.

A agenda de reuniões será acertada na segunda-feira. Um forte candidato a primeiro estado a ser visitado pela comissão federal é Santa Catarina, devido à suspeita de que a ordem para os ataques violentos (leia mais na página 7) que tomaram conta do estado nesta semana tenha partido de dentro do presídio de São Pedro de Alcântara, na Região Metropolitana de Florianópolis, como protesto contra abusos e tortura. O estado tem um 1,7 detento por vaga, mesma proporção do Brasil, onde o déficit de vagas chega a 208 mil, segundo o levantamento mais recente do Depen, divulgado em dezembro de 2011. O país abriga 514.582 presos.

Um dos principais desafios da comissão conjunta do governo federal será acelerar a aplicação dos recursos da União. Nos últimos três anos, o Ministério da Justiça deixou de investir R$ 673 milhões no Fundo Penitenciário Nacional. O governo federal previa destinar R$ 1 bilhão para manter e modernizar os presídios, mas só destinou R$ 284 milhões, o equivalente a 28% do previsto. Os dados são do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi).

As declarações do ministro, que o levaram a convocar uma entrevista coletiva no dia seguinte feita por videoconferência, já que ele estava a trabalho no Peru, causaram um mal-estar dentro da pasta. As equipes do Depen que se empenham em colocar em prática o Programa Nacional de Apoio ao Sistema Prisional, lançado há cerca de um ano pela presidente Dilma Rousseff, sentiram-se desrespeitadas pelo chefe. A ideia do departamento, porém, é aproveitar a repercussão das declarações de Cardozo para tentar fortalecer as ações em prol das unidades prisionais do Brasil. O ministro reconheceu que casos de violações dos direitos dos detentos são frequentes e que não há reinserção na sociedade. Cardozo disse ainda que em alguns presídios os presos ficam detidos em celas com fezes e sem espaço para dormir.

A frase de Cardozo gerou repercussão entre ministros do Supremo. Na sessão de quarta-feira, Celso de Mello e Gilmar Mendes comentaram a situação do sistema penitenciário brasileiro. “Louvo as palavras do ministro da Justiça, mas lamento que ele tenha falado isso agor, porque esse é um problema desde sempre”, disse Mendes. O decano do STF, Celso de Mello, também lembrou que a responsabilidade é da pasta. “É grande a responsabilidade do Ministério da Justiça na implementação dos grandes princípios e nas magníficas diretrizes contempladas na própria legislação de execução penal”.

MOBILIZAÇÃO
Ativistas na área de direitos humanos também querem aproveitar a mobilização em torno do tema para cobrar melhorias e investimentos. O diretor da Anistia Internacional, Átila Roque, diz que a entidade monitora os problemas do sistema carcerário há décadas e lembra que as prisões estão em situações degradantes e inumanas. “É chocante ver as próprias autoridades reconhecerem o estado calamitoso, trágico e vergonhoso do sistema penitenciário. Por outro lado, essa admissão é positiva, especialmente se ela for seguida de ações”, lembra Átila Roque. “Espera-se que ele, como ministro da Justiça e como autoridade máxima da área, esteja preparado para dar os passos necessários para a solução do problema. A palavra dele deve trazer consequências e melhorias”, acrescenta. A Anistia Internacional está concluindo um novo relatório sobre a situação carcerária do país.

Integrante do Conselho Nacional de Segurança Pública, ligado ao Ministério da Justiça, e assessor de direitos humanos do Instituto de Estudos Socioeconômicos, o advogado Alexandre Ciconello concorda que é preciso uma reforma penal, além de mais investimentos, para acabar com o caos nos presídios. “O que o ministro falou é a mais perfeita verdade, o sistema carcerário é medieval e não ressocializa ninguém. Mas o que nos deixa perplexos e até sem esperanças é que essa declaração tenha vindo da pessoa que é responsável por solucionar a questão”, comenta Ciconello.

Risco de agravar superlotação

A superlotação do sistema penitenciário brasileiro, que abriga 514 mil pessoas em 306 mil vagas, poderia se agravar caso fossem cumpridos os 162.944 mandados de prisão atualmente em aberto no país. Esse é o número de ordens aguardando cumprimento no Banco Nacional de Mandados de Prisão, administrado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O cadastro, criado por uma lei de 2011, aponta ainda que 41.782 mandados já foram cumpridos e 7.043 expiraram.

Segundo o último levantamento do Departamento Penitenciário Nacional, o Brasil tem 269 cidadãos detidos a cada 100 mil brasileiros, o que nos coloca entre os países com maior população prisional. A maioria está em regime fechado: são 203,4 mil pessoas permanentemente atrás das grades. Um dado das estatísticas é preocupante e mostra que 173,8 mil são presos provisórios, o que corresponde a 33% do total. Essas pessoas ainda não têm processo com trânsito em julgado e muitos já deveriam estar soltos. No semiaberto há 71,4 mil presos, de acordo com o último levantamento.
A superlotação é um dos principais problemas. O sistema prisional tem hoje 306 mil vagas, ou seja, o déficit é de pelo menos 208 mil. Segundo o último levantamento do Depen, 97,2 mil funcionários trabalham nos presídios de todo o país. Os dados mostram a falta de qualificação dos presos brasileiros. Quase 60% dos que estão sob a custódia do Estado não terminaram o ensino fundamental.

Os crimes contra a vida são minoria. Apenas 11% dos presos cometeram homicídio ou sequestro. Já os delitos contra o patrimônio levaram 46% dos detentos para o sistema carcerário. Entre esses, roubo qualificado é o mais recorrente.
Para o advogado Alexandre Ciconello, o modelo repressivo de segurança pública é uma das causas da superlotação dos presídios. Ele lembra que a maioria dos detentos é de baixa escolaridade, negros e muitas vezes até réus primários. “Existe hoje um encarceramento massivo. Estamos vendo que nesse modelo, as pessoas que estão na cadeia não são aquelas que cometeram crimes mais violentos. Nosso modelo de segurança leva ao caos no sistema carcerário, porque reprime e encarcera”, acrescenta o advogado. (HM e RM).


Renata Mariz - -
Helena Mader - Correio Braziliense

Casa é alvejada com doze tiros no Bairro JK

Uma casa foi alvejada com doze tiros no Bairro JK, região Sudeste de Juiz de Fora. De acordo com a PM, uma mulher de 52 anos, estava em casa dormindo junto com seu neto quando, segundo testemunhas, várias pessoas dentro de três veículos teriam estacionado em frente à residência, desembarcado dos carros e efetuado os disparos. Seis tiros atingiram as paredes, cinco as janelas e um acertou a porta da residência. Após efetuar os disparos, o grupo fugiu. Ninguém ficou ferido. A Polícia Civil vai investigar o caso.

Fonte: Tribuna