quarta-feira, 3 de julho de 2013

SINDPEN/DF REALIZA MANIFESTAÇÃO EM BRASÍLIA


É com grande satisfação que o SINDPEN-DF informa à categoria que hoje foi realizado, com sucesso, o primeiro ato do MOVIMENTO PELA VIDA DO AGENTE PENITENCIÁRIO.

Na busca pela derrubada do veto ao PLC 87/2011 (que concede o porte de arma de fogo fora do ambiente de trabalho), cerca de 500 pessoas, dentre AGEPENS-DF e seus familiares, inclusive cidadãos sensíveis e solidários à causa defendida, promoveram uma caminha pacífica e organizada até o Congresso Nacional, onde publicamente manifestaram a insatisfação dispensada aos Agentes Penitenciários do país. O caminho até o Congresso foi marcado pela exposição de faixas e cartazes que simbolizaram o grito pelo direito à vida, à proteção, à valorização e fortalecimento do Sistema Penitenciário.

Como resultado parcial da luta, a Diretoria do SINDPEN-DF foi recebida pelos Senadores Renan Calheiros, Gim Argello e Eduardo Braga. Ficou acordado que os Senadores buscarão, junto aos líderes partidários, consenso para a análise do veto ao PLC 87/2011.

Importa destacar que o MOVIMENTO PELA VIDA DO AGENTE PENITENCIÁRIO envolve uma série de ações, e uma delas culminou em um acampamento em frente ao Congresso. Bravos guerreiros AGEPENS-DF se instalaram no local ansiosos pela adesão de mais membros da categoria, e que unidos e determinados, somente se darão por vitoriosos com a derrubada do veto ao Projeto de Lei que permite ao Agente Penitenciário defender a sua vida quando não estiver no exercício de sua função, afinal, têm-se nessa atividade profissional, reflexos perversos que vão além dos muros das penitenciárias.

O Presidente do SINDPEN-DF, Leandro Allan, declarou-se muito satisfeito com a atuação responsável e comprometida dos Agentes de Atividades Penitenciárias em lutar pelo direito à vida, e ressaltou acreditar na disposição da categoria na busca por seus direitos. “Essa categoria sempre foi reconhecida pela sabedoria e determinação em suas lutas. E agora, quando se fala em direito à vida, não será diferente!”, destacou o líder sindical.
  
Em linhas finais, o SINDPEN-DF CONVOCA todos os AGEPENS-DF a participarem da luta. A visibilidade promovida pela categoria é fundamental para o alcance do pleito. Levem suas barracas, juntem-se aos colegas que estão acampados e participem das mobilizações no Congresso Nacional.

AGEPEN-DF, fortaleça essa luta que é de todos nós!
 




ASP'S DO CONCURSO DE 2004 SOFREM MAIS UMA VEZ COM O ATRASO DA PROGRESSÃO NA CARREIRA

 COM O DIREITO A MAIS UMA PROGRESSÃO NA CARREIRA ASP'S DO CONCURSO DE 2004 ESTÃO SEM RESPOSTA DA SUPERINTENDÊNCIA DE RECURSOS HUMANOS DA SEDS/MG, SOBRE A DATA DA PUBLICAÇÃO, SEMPRE SENDO INFORMADOS QUE IRÃO RECEBER O VALOR RETROATIVO.
 MAS ESTE ATRASO ABRE UM NOVO QUESTIONAMENTO SOBRE A QUALIDADE DO SERVIÇO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESTADUAL E SEU NOVO PROJETO ESTRATÉGICO DENOMINADO " PROJETO MASP" QUE SERIA PARA MODERNIZAR O SERVIÇO PRESTADO PARA O  SERVIDOR.

VEJA COMO SERIA SE FUNCIONASSE.

Projeto MASP


MASP
Governo_Minas

MASP - MODERNIZAÇÃO NA ADMINISTRAÇÃO DE SERVIÇOS E SISTEMAS DE PESSOAL
Transparências das informações.
Atendimento ágil e simplificado ao servidor.

O projeto estratégico MASP, coordenado pela SEPLAG, vai modernizar os serviços prestados para o servidor. As informações sobre a vida funcional do servidor serão tratadas e processadas com agilidade e transparência e a sua relação com as unidades de Gestão de Pessoas será facilitada, resultando em benefícios como:
  • Orientações padronizadas e acessíveis em diversos canais eletrônicos;
  • Tempo predefinido para atendimento;
  • Acesso online a diversos serviços;
  • Rapidez na concessão de benefícios como aposentadorias e progressões.

Objetivos estratégicos
Ampliar a efetividade das políticas públicas;
Ampliar a transparência, a participação e o controle social das ações de governo;
Ampliar e melhorar a produtividade e a qualidade dos serviços e do gasto público.

Finalidade
Proporcionar valorização e respeito ao servidor-cidadão ao garantir confiabilidade, transparência e agilidade aos processos relacionados à sua vida funcional. Propõe-se otimizar os processos e garantir a qualidade das informações dos dados relativos a vida funcional dos servidores, a fim de conceder o pagamento dos benefícios em tempo real, de forma automática e assertiva.

Preso suspeito de tráfico na praça do São Mateus

Policiais chegaram ao caso após denúncias de moradores da região. Adolescente de 17 anos foi apreendida

Por Tribuna
Homem também estaria envolvido em um esquema de disque-drogas
Um homem de 30 anos foi preso pela equipe da Delegacia Especializada Antidrogas suspeito de vender maconha na praça do Bairro São Mateus, Zona Sul. Ele também seria responsável por manter um esquema de disque-drogas. Na ação policial, foram recolhidos uma porção de maconha, dois celulares e três vasos com mudas da substância apreendida. A prisão em flagrante aconteceu na noite de terça-feira (2), quando o suspeito iria se encontrar com um usuário para entregar uma encomenda feita via telefone. De acordo com o titular da Especializada, delegado Carlos Eduardo Rodrigues, o detido vinha sendo investigado depois que diversas denúncias de moradores do entorno da praça foram recebidas pelos policiais. "Os investigadores ficaram monitorando o suspeito. Quando ele saiu para se encontrar com o usuário para entregar a droga, foi capturado em flagrante," contou o delegado.
Ainda conforme Rodrigues, no momento da prisão, o telefone do suspeito tocou. A ligação foi atendida e, do outro lado, uma adolescente, 17, namorada do preso, perguntava se podia "descer" com mais produtos. Ao receber a resposta positiva, a jovem foi até o local de posse de mais entorpecente e foi apreendida. Na casa dela, na Rua Guaçuí, no São Mateus, os investigadores encontraram os vasos com as mudas de maconha. Segundo o delegado, as plantas, num prazo de seis meses, já estariam em condições de ser consumidas. Como apontou Carlos Eduardo, o suspeito teve a prisão ratificada e foi encaminhado para o Ceresp. Já a adolescente, que irá responder por ato infracional, teve seu caso encaminhado para a Vara da Infância e Juventude. "Nosso objetivo é minar o tráfico nesses logradouros públicos, que acarretam muitos transtornos para os moradores do entorno, pois é um tipo de tráfico que acontece de forma descarada e à luz do dia. Nesse caso específico, o envolvido trata-se de pessoa de classe média e atua com pouca quantidade, achando que seu "negócio" jamais seria percebido."

PF prende 'Irmão Metralha' com 56kg de maconha

Gê foi pego em flagrante enquanto recebia a mercadoria trazida por um homem em um Fiat Strada com placa de BH

Por Tribuna
Em coletiva, delegado apresentou material apreendido na noite de terça

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quarta-feira (3) Geraldo Magela Pereira Monteiro, 27 anos, conhecido Gê, um dos "Irmãos Metralhas", flagrado com 56 kg de maconha. Ele foi capturado, na última terça-feira, quando iria receber a mercadoria trazida de Campinas (SP) por um homem, 33, que também foi preso. Ambos foram capturados em uma ação dos policiais federais, que teve início na segunda-feira e durou cerca de 20 horas, batizada de operação "Invasão II". Ontem, durante coletiva à imprensa, o delegado chefe da PF, Cláudio Dornelas, contou que Gê já vinha sendo monitorado desde 2008, quando também foi preso pela PF na operação "Metralhas". "Ele já estava solto e se matinha no crime. Tínhamos a informação de que iria receber esse carregamento e fizemos o flagrante", explicou Dornelas.
  Conforme o delegado, o segundo envolvido detido, considerado como "mula" no mundo do tráfico de drogas, fez o transporte da maconha em um veículo Fiat Strada, que foi apreendido. O entorpecente, avaliado em R$ 56 mil, foi encontrado escondido no interior do automóvel, na BR-267, próximo à BR-040. "Fizemos a apreensão do material bruto, mas se fosse preparado para a venda poderia render até quatro vezes mais, chegando ao valor de cerca de R$ 200 mil", ressaltou Dornelas.
  Gê e o comparsa tiveram suas prisões ratificados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas com agravante de realização de tráfico regional. Ambos foram encaminhados para o Ceresp. Entretanto, conforme o chefe da PF, será solicitada a transferência de Gê para a penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, sediada em Contagem (MG). "Trata-se de um criminoso de alta periculosidade, que vem atuando em Juiz de Fora e região. A medida de transferi-lo tem como objetivo impedir que, mesmo de dentro da cadeia, crie novas raízes, mantendo o "negócio" aqui do lado de fora. Com a ida dele para lá, a sociedade do município só tem a ganhar."
  Ainda como apontou Cláudio Dornelas, o "Irmão Metralha", no momento de sua prisão, teria confessado que havia comprado a carga pelo valor de R$ 1 mil o quilo. Com ele, ainda foram apreendidos R$ 1.200. "O dinheiro da compra da maconha foi pago via movimentação bancária, mas já temos identificado o nome do traficante fornecedor do material", afirmou o policial, acrescentando que as investigações irão continuar. "Estamos priorizando o desmantelando de todas as organizações criminosas que atuam na cidade, distribuindo droga aqui e na região, alimentando as "bocas de fumo" e, consequentemente, a violência no município."

Alto padrão

  Para o delegado, Gê é considerado um "empresário" do tráfico e vinha mantendo um alto padrão de vida. "Era uma pessoa que mantinha toda uma estrutura para o negócio ilícito e atuava no Bairro São Benedito, Zona Leste, onde também tinha envolvimento com outros tipos de ocorrências criminais. A partir de agora, também vamos investigá-lo pelo delito de lavagem de dinheiro", enfatizou.
  A Polícia Federal ainda vai investigar a rota feita pelo Fiat Strada até chegar a Juiz de Fora. "É um trajeto novo, que ainda não podemos divulgar, e vamos mapeá-lo", disse Dornelas. De acordo com ele, a droga que chega a Minas Gerais, via Estado de São Paulo, geralmente vem dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso Sul, que fazem fronteiras com países vizinhos. O automóvel que transportava a maconha tem placa de Belo Horizonte e será investigado. A polícia quer saber se o veículo é roubado ou se possui placa adulterada.

terça-feira, 2 de julho de 2013

O Maestro José Henrique Martins – São Lourenço – Coral “Vozes da Cela”





O Presidente da AASPESEN-MG Agente Alexandre Guerreiro reuniu com o Maestro Zeca hoje em Montes Claros, pois o Maestro está à frente do Coral Vozes da Cela do Presídio de São Lourenço – MG, com o objetivo de buscar parcerias e integração com colegas de toda a nossa Minas Gerais.
Em entrevista ao Departamento de Comunicação da Associação dos Agentes Prisionais e Socioeducativo do Norte de Minas o Maestro explanou sua satisfação com o Coral, isto é, Zeca disse que a disciplina é fundamental para o crescimento do trabalho, ou seja, até o momento não registrou nenhuma ocorrência em desfavor aos integrantes do grupo. Parabenizou a Gestão do Diretor do Presídio de São Lourenço o Senhor Rafael Barbosa Ribeiro que foca o direcionamento da política de ressocialização para resgatar o cidadão para a sociedade. Portanto, a ajuda de pastoral carcerária é fundamental ao lado do Juiz da Comarca que é patrono do Coral o Doutor Fábio Garcia Macedo Filho.
Agenda dia 03/07/2013: horário Matutino – Penitenciária de Francisco Sá, reunião com o Diretor Geral da 11ª RISP o senhor Pedro de Araújo Maia; à tarde, reunião com os Diretores do PRMOC-MG E PRALV.

CONVOCAÇÃO GERAL

  DIA 09/07/2013, ÀS 10 HS NO PLENARINHO 04 DA ALMG, SERÁ APRECIADA NA COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA, O NOSSO PROJETO DE LEI Nº4040/2013, QUE REGULAMENTA O PORTE DE ARMA DO AGENTE DE SEGURANÇA PENITENCIÁRIO NO ÂMBITO ESTADUAL.
 CONTAMOS COM A PRESENÇA DE TODOS, UNIDOS SOMOS MAIS FORTES!
SINDASP/MG
 
 

Atividades simulam ação dos Bombeiros no Parque Halfeld


Bombeiros retiram vítima de acidente
O Quarto Batalhão de Bombeiro Militar promoveu várias atividades, no decorrer desta terça-feira (2), em comemoração ao Dia Nacional do Bombeiro e pelo encerramento da Semana de Prevenção 2013. Quem passou pelo Parque Halfeld na manhã de hoje pode acompanhar simulação de salvamento e de prevenção contra acidentes. Com o uso de um carro em chamas, foram apresentadas ações operacionais de combate a incêndio em veículo e remoção de feridos. O evento teve também demonstração de salvamento em altura, montagem de tirolesa e exposição de material utilizado pela corporação.
De acordo com o capitão Marcos Moreira Santiago, a atuação dos bombeiros é focada na prevenção como tentativa de reduzir os acidentes. Segundo ele, no primeiro semestre deste ano, foram desenvolvidas 50% de atividades preventivas a mais do que no mesmo período de 2012.
Dentro da programação, cerca de 300 crianças estiveram no 4º BPM para assistir a encenação do Teatro de Bonecos Turma do Foguinho, com intuito de divulgar orientações contra as queimadas e a preservação do meio ambiente.
"Principalmente nesta época do ano, aumenta a incidência de queimadas. O nosso objetivo é trabalhar de forma lúdica com as crianças para que, desde cedo, elas estejam cientes dos cuidados para evitar acidentes e preservar o meio ambiente. Desde 2007, quando o projeto foi criado, mais de quatro mil estudantes já assistiram a apresentações do grupo. Estamos à disposição das instituições de ensino que quiserem receber o teatro", ressaltou Santiago.
Crianças desceram de tirolesa durante evento
Por Tribuna

PC apreende material usado para estelionato

Por Tribuna


A Delegacia Especializada Antidrogas descobriu na tarde desta terça-feira (02) um suposto esquema de falsificação de documentos. A equipe da Polícia Civil investigava um homem de 28 anos, que não foi encontrado, suspeito de ligação com o tráfico de drogas. Em um dos imóveis que seria usado por ele, no Bairro Jóquei Clube III, Zona Norte, os investigadores encontraram um vasto acervo de materiais que possivelmente estavam sendo usados para a prática de estelionato. Foram apreendidos diversos espelhos de carteiras de identidade, certidões de nascimento, cartões de banco e de lojas e CPFs. De acordo com o delegado Carlos Eduardo Rodrigues, havia documentação de pelo menos 30 pessoas. "Ele trocava a foto das identidades por fotos dele e usava os dados destas pessoas para fazer movimentações financeiras."
Segundo o delegado, quando a equipe chegou ao endereço, o imóvel estava vazio. Todo o material recolhido será encaminhado para a perícia, e a Polícia Civil vai investigar se há ligação dos donos dos documentos com o suspeito. "Vamos consultar o banco de dados para saber se eles emprestavam o nome para o suspeito ou se perderam ou tiveram estes documentos roubados," afirmou.

Policiais civis são presos por suposta cobrança de propina

Investigador e investigadora teriam exigido dinheiro para não prender jovem suspeito de estelionato

Por Sandra Zanella (colaborou Marcos Araújo)

Um homem, 43 anos, e uma mulher, 30, investigadores da Polícia Civil de Juiz de Fora, foram presos em flagrante por suspeita de cobrarem propina a um jovem investigado por estelionato. A prisão aconteceu no início da tarde da última sexta-feira na esquina das avenidas Getúlio Vargas com Itamar Franco, no Centro, onde os policiais teriam marcado encontro com o suposto criminoso. De acordo com o delegado regional, Paulo Sérgio Xavier Virtuoso, os investigadores eram lotados na 7ª Delegacia, responsável pelas apurações de crimes na região central. Segundo ele, o homem está há 13 anos na Polícia Civil, enquanto a mulher trabalha há três.
Conforme o chefe do 4º Departamento, delegado geral Rogério de Melo Franco Assis Araújo, o flagrante partiu de uma investigação conjunta realizada pelos serviços de inteligência das polícias Federal e Civil. Dezesseis integrantes da Corregedoria Geral vieram de Belo Horizonte e realizaram as prisões junto com o núcleo correcional da cidade. Os policiais prestaram depoimentos, acompanhados de advogados, e foram encaminhados à Casa de Custódia da corporação na capital mineira, ficando à disposição da Justiça. "Foi aberta uma sindicância administrativa, e o possível envolvimento de outros policiais está sendo investigado pela corregedoria", informou Rogério.
Segundo o delegado regional, o suspeito de estelionato já havia sido investigado pela Polícia Federal por crime virtual quando era adolescente. Na ocasião, ele era suspeito de violar sistemas bancários. Desta vez, o jovem não estaria entregando encomendas feitas por meio de um endereço na internet supostamente criado por ele. "Ele teria montado um falso site. Recebia o dinheiro, mas não realizava as entregas. Uma vítima descobriu que ele estava morando em um hotel em Juiz de Fora e teria procurado os policiais (investigados), fornecendo o nome do autor. Eles (policiais) teriam começado a investigar e, ao invés de tomarem as providências, teriam passado a extorquir o autor, pedindo dinheiro para não prendê-lo."
Conforme Paulo Sérgio, a denúncia de extorsão teria sido feita à PF pelo próprio suspeito de estelionato. "A Polícia Federal fez contato com a nossa corregedoria, que passou a monitorar o contato desses policiais com o estelionatário. Na sexta, eles marcaram um encontro na Getúlio, e foi feito o flagrante." O delegado disse que o valor supostamente cobrado pelos investigadores seria alto, mas a quantia não seria entregue no dia em que foram presos. "Só o fato de pedir propina já é crime", enfatizou. Ainda de acordo com o chefe da 1ª Delegacia Regional, os policiais negaram a suposta extorsão durante depoimento. "Eles disseram que o encontro foi marcado para apuração do crime (de estelionato) e que iriam tentar coletar provas."

Se comprovado crime, dupla pode ser demitida

O chefe do 4º Departamento, delegado geral Rogério de Melo Franco Assis Araújo, destacou que a corregedoria cumpriu sua função. "O servidor policial deve ter uma conduta ilibada e primar pela retidão. Toda, friso, toda informação sobre o abominável ato de desvio de conduta será, indubitavelmente, investigado pela Corregedoria Geral de Polícia Civil na área dos 86 municípios pertencentes ao 4º Departamento de Polícia Civil sob minha chefia." Ainda segundo ele, os levantamentos sobre o caso dos investigadores ocorreram em um curto período de tempo. "Foi uma investigação rápida. A equipe da corregedoria veio para Juiz de Fora, chefiada por um delegado, e, junto com um núcleo daqui, realizou as diligências. Toda vez que for necessário, será feito dessa forma", reforçou.
Segundo o delegado regional, Paulo Sérgio Xavier Virtuoso, um inquérito foi instaurado para investigar o crime de concussão, que é a extorsão praticada por funcionário público. O delito, previsto no artigo 316 do Código Penal, dentro dos crimes contra a administração pública, prevê pena de reclusão de dois a oito anos e multa a quem "exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida". Ainda conforme Paulo Sérgio, a sindicância corre paralelamente ao inquérito e pode resultar em processo administrativo para demissão dos investigadores, caso seja comprovado o crime. "Apesar de lamentar o caso, nosso compromisso é com a instituição e a sociedade. Os fatos devem ser apurados, e os envolvidos severamente punidos", concluiu.

Defesa
De acordo com diretor do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol), Marcelo Armstrong, a entidade rejeita a corrupção, mas vai garantir que os dois policiais envolvidos tenham assegurados o princípio do contraditório e da ampla defesa. "Qualquer cidadão, quando envolvido em crimes, goza desses pressupostos constitucionais. Assim, temos que garantir que nossos sindicalizados também possam ser amparados pela lei", ressaltou Armstrong, acrescentando que, como a confirmação da prisão em flagrante aconteceu no sábado, no dia seguinte, o departamento jurídico do sindicato deu entrada com pedido de habeas corpus. "Acreditamos que a decisão a respeito do habeas corpus deve sair amanhã (hoje) e acreditamos que seja favorável, uma vez que o nosso jurídico argumentou, no pedido, que se tratou de uma prisão ilegal, havendo o cerceamento de defesa por partes dos suspeitos, pois nossos advogados só tiveram acesso ao auto de prisão em flagrante, faltando verificar as declarações da vítima e o despacho ratificador da prisão em flagrante", explicou o sindicalista. "Temos que dar todo o apoio a esses policiais, para que possam se defender. Daí a necessidade de haver uma defesa técnica, para que os fatos sejam apurados e a responsabilidade do que ocorreu apareça, a fim de que as providências sejam tomadas."

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Super-radares vão vigiar avenidas

Além da velocidade, equipamentos vão monitorar avanço de sinal e parada sobre a faixa, principais infrações registradas em Juiz de Fora

Por Renata Brum
 
Os principais cruzamentos da área central de Juiz de Fora serão monitorados por super-radares. 
Depois de uma espera de pelo menos três anos, agora os equipamentos estão previstos para serem instalados em avenidas mais movimentadas, como Rio Branco, Itamar Franco, Getúlio Vargas, Brasil e Francisco Bernardino. Os aparelhos estão sendo chamados de super-radares, porque, além de coibirem o excesso de velocidade, vão monitorar 24 horas o avanço de semáforos e a parada dos veículos sobre a faixa de pedestres, principais infrações registradas na cidade. No total, serão 20 pontos aptos a receberem dez aparelhos que funcionarão em esquema de rodízio. Já o sistema de radares tradicionais, que estava sucateado e sem manutenção, como mostrou a Tribuna em abril passado, contribuindo novamente para elevação de acidentes, será substituído. Serão implantados dez equipamentos novos, em rotatividade, em 20 pontos críticos. Com isso, serão 40 pontos fiscalizados. A empresa que ficará responsável pela implementação e manutenção dos aparelhos será a Gerenciamento e Controle de Trânsito S.A (GCT), de Belo Horizonte. A previsão é de que o novo sistema de fiscalização eletrônica comece a operar a partir do próximo mês, após a conclusão do processo licitatório pela Comissão Permanente de Licitação (CPL).
O novo sistema é ativado quando o veículo excede a velocidade de 60 km/h, para sobre a faixa de travessia ou ultrapassa a linha de retenção. Se o semáforo estiver amarelo, o detector não é acionado, não sendo caracterizada a infração. De acordo com a subsecretária operacional de Transporte e Trânsito, Iza Machado, os equipamentos visam a reduzir os números de veículos que ultrapassam a fase vermelha do semáforo, coibindo acidentes, sobretudo atropelamentos e colisões traseiras nos cruzamentos, e ainda, auxiliarão na contagem de tráfego.
Os principais cruzamentos que receberão os super-radares estão na área central, mas interseções em bairros, como Ladeira, Manoel Honório, Santa Terezinha, São Mateus e Cascatinha, também contarão com o novo sistema de fiscalização (ver quadro). Os testes com o novo equipamento começaram, inclusive, pelo Cascatinha. No início do mês, o super-radar entrou em operação no cruzamento da Avenida Doutor Paulo Japiassu Coelho com a Rua Tom Fagundes. Os dados recolhidos somam 11 DVDs de imagens, que estão sendo avaliadas pela Settra.
"O teste em campo é uma exigência do edital e terminou no dia 11. As informações nos serão úteis como estatísticas. Os 20 locais estão definidos, mas ainda não sabemos quais receberão, de início, os detectores. Serão dez equipamentos em rodízio. Teremos liberdade para deslocá-los de acordo com a necessidade. E a instalação será totalmente concluída até o início do ano que vem", explicou a subsecretária.
Ainda segundo Iza, os motoristas serão avisados sobre o posicionamento dos aparelhos, e será implantada sinalização informando sobre a presença dos mesmos. "Em área urbana, todo radar precisa ter sinalização. E tudo isso será observado. Assim que a instalação tiver início pela empresa, os técnicos da Settra estarão in loco para verificar qual o melhor posicionamento dos equipamentos, respeitando o relatório da Comissão Especial dos Radares, da Câmara Municipal."

Visibilidade
Em junho de 2011, a Câmara Municipal de Juiz de Fora concluiu relatório dos trabalhos da Comissão Especial dos Radares. Na época, foi analisada a situação dos 13 radares instalados na cidade. Do total, 11 apresentaram irregularidades, ou seja, 77% estavam em locais com pouca visibilidade, encobertos por vegetação, e alguns instalados em curvas, o que impedia os radares de cumprirem seu principal papel, o de reduzir a velocidade, como apontou o consultor de engenharia de tráfego José Alberto São Thiago Rodrigues, que veio à cidade a pedido da comissão. O documento foi encaminhado à Settra, e as mudanças, solicitadas. Em abril passado, o relator da comissão, vereador Isauro Calais (PMN), entregou novo documento à Tribuna, mostrando que a maioria dos equipamentos permanecia na mesma situação.

Leia mais na página 4
Segundo a Prefeitura, a empresa Gerenciamento e Controle de Trânsito S.A (GCT), que assumirá a responsabilidade pela implantação e manutenção do sistema de fiscalização eletrônica do município foi a terceira colocada no processo licitatório, iniciado em 2009. O procedimento foi questionado e suspenso pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), ainda em 2009, pois o órgão entendeu que a Administração Municipal estaria repassando a responsabilidade de fiscalização para empresa privada e questionou a forma de contrato por pagamento de multas aplicadas, e não por aluguel de equipamentos.
Em 2011, o TCE revogou a suspensão e determinou a reabertura do edital de licitação. A vencedora foi a Engebrás. As outras duas empresas que participaram do processo impetraram recursos na Justiça. Paralelamente, denúncias nacionais apontaram irregularidades com a Engebrás, o que resultou na formação de uma Comissão Especial dos Radares, na Câmara Municipal, e investigações paralelas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e no Ministério Público. Os órgãos solicitaram a suspensão imediata do contrato com a empresa.
Segundo a Settra, nesse segundo momento, a segunda colocada no processo não aceitou assumir o contrato, e a licitação ficou parada. De outubro de 2012 até janeiro deste ano, de acordo com a assessoria da Prefeitura, prevaleceu contrato emergencial com a empresa GCT. Depois disso, a própria Prefeitura vem realizando o serviço já que as estruturas dos radares são de propriedade do Município.
A subsecretária operacional de Transporte e Trânsito, Iza Machado, explica que a atual administração definiu pela homologação do antigo edital. "Tínhamos duas opções. Ou começar tudo novamente ou concluirmos a licitação antiga, com a terceira colocada, que é a GCT. Optamos pela segunda alternativa, pela agilidade", explicou.
A subsecretária afirma que o contrato com a empresa, que também atua em outras cidades do estado, terá duração de 24 meses a partir da assinatura do contrato. "A empresa é responsável apenas pela locação, instalação, manutenção e emissão dos relatórios à Settra, que, por sua vez, terá que formatar, validar e emitir as multas. É importante destacar também que o pagamento à empresa será por locação de aparelho, e não mais por multas emitidas, como acontecia."