Gê foi pego em flagrante enquanto recebia a mercadoria trazida por um homem em um Fiat Strada com placa de BH
Por Tribuna
A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quarta-feira (3) Geraldo Magela Pereira Monteiro, 27 anos, conhecido Gê, um dos "Irmãos Metralhas", flagrado com 56 kg de maconha. Ele foi capturado, na última terça-feira, quando iria receber a mercadoria trazida de Campinas (SP) por um homem, 33, que também foi preso. Ambos foram capturados em uma ação dos policiais federais, que teve início na segunda-feira e durou cerca de 20 horas, batizada de operação "Invasão II". Ontem, durante coletiva à imprensa, o delegado chefe da PF, Cláudio Dornelas, contou que Gê já vinha sendo monitorado desde 2008, quando também foi preso pela PF na operação "Metralhas". "Ele já estava solto e se matinha no crime. Tínhamos a informação de que iria receber esse carregamento e fizemos o flagrante", explicou Dornelas.
Conforme o delegado, o segundo envolvido detido, considerado como "mula" no mundo do tráfico de drogas, fez o transporte da maconha em um veículo Fiat Strada, que foi apreendido. O entorpecente, avaliado em R$ 56 mil, foi encontrado escondido no interior do automóvel, na BR-267, próximo à BR-040. "Fizemos a apreensão do material bruto, mas se fosse preparado para a venda poderia render até quatro vezes mais, chegando ao valor de cerca de R$ 200 mil", ressaltou Dornelas.
Gê e o comparsa tiveram suas prisões ratificados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico de drogas com agravante de realização de tráfico regional. Ambos foram encaminhados para o Ceresp. Entretanto, conforme o chefe da PF, será solicitada a transferência de Gê para a penitenciária de segurança máxima Nelson Hungria, sediada em Contagem (MG). "Trata-se de um criminoso de alta periculosidade, que vem atuando em Juiz de Fora e região. A medida de transferi-lo tem como objetivo impedir que, mesmo de dentro da cadeia, crie novas raízes, mantendo o "negócio" aqui do lado de fora. Com a ida dele para lá, a sociedade do município só tem a ganhar."
Ainda como apontou Cláudio Dornelas, o "Irmão Metralha", no momento de sua prisão, teria confessado que havia comprado a carga pelo valor de R$ 1 mil o quilo. Com ele, ainda foram apreendidos R$ 1.200. "O dinheiro da compra da maconha foi pago via movimentação bancária, mas já temos identificado o nome do traficante fornecedor do material", afirmou o policial, acrescentando que as investigações irão continuar. "Estamos priorizando o desmantelando de todas as organizações criminosas que atuam na cidade, distribuindo droga aqui e na região, alimentando as "bocas de fumo" e, consequentemente, a violência no município."
Alto padrão
Para o delegado, Gê é considerado um "empresário" do tráfico e vinha mantendo um alto padrão de vida. "Era uma pessoa que mantinha toda uma estrutura para o negócio ilícito e atuava no Bairro São Benedito, Zona Leste, onde também tinha envolvimento com outros tipos de ocorrências criminais. A partir de agora, também vamos investigá-lo pelo delito de lavagem de dinheiro", enfatizou.
A Polícia Federal ainda vai investigar a rota feita pelo Fiat Strada até chegar a Juiz de Fora. "É um trajeto novo, que ainda não podemos divulgar, e vamos mapeá-lo", disse Dornelas. De acordo com ele, a droga que chega a Minas Gerais, via Estado de São Paulo, geralmente vem dos estados do Mato Grosso e Mato Grosso Sul, que fazem fronteiras com países vizinhos. O automóvel que transportava a maconha tem placa de Belo Horizonte e será investigado. A polícia quer saber se o veículo é roubado ou se possui placa adulterada.
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