sexta-feira, 5 de abril de 2013

Operação 'Grifo' quer arrecadar R$ 130 mi

Por Tribuna
Helicóptero sobrevoa JF para realizar

A Receita Federal iniciou na tarde desta quinta-feira (04) as atividades aéreas da operação "Grifo" em Juiz de Fora. O objetivo da ação é fazer uma espécie de devassa em imóveis de luxo para analisar a compatibilidade das contribuições previdenciárias relativas à construção dos imóveis e os recursos declarados no Imposto de Renda dos proprietários com o valor da propriedade. Em entrevista coletiva, o delegado da Receita Federal em Juiz de Fora, Marcos Adriano Amorim, informou que a estimativa é de que R$ 130 milhões sejam arrecadados pela operação em todo estado.
Nesta quinta, o helicóptero da Receita fez um voo de reconhecimento de 30 minutos sobre a cidade. As atividades da aeronave no município devem terminar no fim da tarde desta sexta. Juiz de Fora é a segunda cidade de Minas Gerais a receber o helicóptero, devido ao alto índice de possíveis sonegações, segundo Amorim. "Não podemos divulgar mais detalhes para não atrapalhar o andamento das investigações", disse. A operação começou na Região Metropolitana de Belo Horizonte. "Teremos imagens de alto grau de definição e poderemos confirmar as possíveis fraudes", afirmou o delegado. A multa incidente sobre os imóveis fiscalizados, caso seja comprovada a irregularidade, varia entre 75% a 225% do valor devido.
Cerca de 750 contribuintes mineiros (apenas pessoas físicas) foram pré-selecionados em virtude da identificação de informações que apontam necessidade de aprofundamento dos procedimentos, como, por exemplo, variação patrimonial a descoberto (com indícios de omissão de rendimentos). A Receita estima que poderão ser intimados cerca de três mil mineiros ao longo do ano.
A orientação da entidade é para que as pessoas físicas proprietárias de obras de construção civil se informem no site do órgão (www.receita.fazenda.gov.br), campo "onde encontro", título "construção civil".

Tecnologia
Nesta quinta e sexta-feiras, o helicóptero da Receita irá realizar cerca de 4h de sobrevoo na região de Juiz de Fora. De acordo com o auditor da Receita Federal e piloto Leandro Calazans a aeronave pertence à entidade desde 2007 e foi adquirida por US$ 7 milhões. Somente a câmera acoplada, que permite imagens de alta definição e também a gravação no breu absoluto (através de sensores de calor), tem preço estimado entre U$$ 700 mil e US$ 1 milhão.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Falta de espaço e de varas expõe crise no Judiciário

Processos estão espalhados até em banheiro do Fórum, onde também há sobrecarga de trabalho

Por Daniela Arbex
Pilhas de processo estão por todos os lados na 4ª Vara Cível, no Fórum Benjamin Colucci

O funcionamento do Judiciário em Juiz de Fora beira o limite. O caos na comarca é resultado da falta de funcionários, precariedade nas condições de trabalho e ausência de capacidade física para abrigar milhares de pilhas de processos. No prédio do Fórum Benjamin Colucci, a salinha do café e até o banheiro dos servidores e juízes estão sendo usados para guardar as ações. Há dois meses, centenas de processos aguardam remoção do corredor de atendimento de uma das secretarias. Mas a falta de espaço para colocar tanto papel atinge o próprio imóvel alugado para abrigar arquivos pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), na Zona Norte, para onde é encaminhada uma parte dos processos baixados. Sem infraestrutura adequada, o imóvel onde funcionava uma antiga fábrica de tecidos é subutilizado em função de goteiras, infiltrações e falta de segurança que ameaça o acervo. A sobrecarga de serviço também resulta em deficiências na prestação jurisdicional. Algumas varas, como a 4ª Cível, têm quase sete mil processos em tramitação. E, apesar de a implantação de dez novas varas na cidade ter sido aprovada por Lei Complementar Estadual desde 2009, hoje, quatro anos depois, não há nenhum centavo do orçamento de 2013 do TJMG previsto para a instalação dessas varas no município. Sem solução à vista, quem perde com tudo isso é o cidadão.
Em nota, o presidente da 4ª Subseção da OAB, Denílson Clozato, disse que a entidade está indignada diante da situação - agravada pela greve dos servidores -, e que a precariedade do atendimento compromete a prestação jurisdicional, afetando a sociedade. "Infelizmente, a Justiça em nossa cidade está na UTI", afirmou o presidente. Clozato acrescentou que a entidade vem cobrando medidas emergenciais eficazes para a comarca até que o novo fórum seja construído e esteja em pleno funcionamento. "O fato é que o fórum não comporta mais a demanda de Juiz de Fora. Ele não acompanhou o crescimento da comarca. As autoridades precisam entender que a comunidade jurídica clama por mudanças", acrescentou.
Inaugurada em 1973, a sede da Justiça em Juiz de Fora foi projetada para comportar 18 varas. Quarenta anos depois, porém, são 21 varas instaladas no endereço da Rua Marechal Deodoro e outras seis espalhadas por outros dois prédios, cujas salas alugadas atendem aos Juizados Especiais e à Fazenda Pública. Das dez novas varas aprovadas pela Lei Complementar 105, duas têm a competência definida (serão destinadas ao Juizado Especial e ao atendimento dos casos incluídos na Lei Maria da Penha), mas nenhuma tem previsão para começar a funcionar. "As varas são criadas de acordo com estatísticas de distribuição de processos, mas o Tribunal não tem condições financeiras para instalar novas varas e nem vai investir no aluguel de novos espaços. Mesmo a situação estando feia em Juiz de Fora, há lugares no Estado em condições piores, e o Tribunal trabalha com prioridades. Não há solução imediata para este ano, porque não tem previsão orçamentária de instalação de vara na cidade em 2013", afirmou o diretor do Foro, juiz Edir Guerson de Medeiros.
Já o início da construção do novo fórum ainda não tem data para acontecer. Parte da área de dez mil metros quadrados que seria doada ao Judiciário para as obras, localizada no Terreirão do Samba, pertence à UFJF. Uma área da Prefeitura havia sido escolhida em troca do espaço, mas o terreno indicado possui impedimentos legais. Uma ação civil pública envolvendo o local que seria destinado à UFJF levou a Prefeitura a iniciar a busca de outro ponto, a fim de resolver o impasse. "O novo fórum de Juiz de Fora vai sair de uma forma ou de outra. Isso é uma coisa irreversível", afirmou Edir.

Goteiras e infiltrações em imóvel alugado como arquivo

A precariedade dos espaços para o Judiciário atinge até o arquivo onde são colocados os processos baixados da comarca. Na Zona Norte, onde está localizado o imóvel alugado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais por R$ 5.451 mensais - valor pago até dezembro de 2012 -, o que se vê é a subutilização da área, já que nem todo o prédio oferece condições de manter o acervo em segurança. Além disso, o imóvel possui goteiras e infiltrações e parte da área já foi atingida pela invasão de água na época da chuva. A Tribuna teve acesso ao interior do imóvel, onde há documentos mal acondicionados.
A situação era ainda pior até bem pouco tempo, quando as centenas de máquinas caça-níqueis apreendidas na cidade eram levadas para lá. Após a publicação de uma portaria pela direção do Fórum, apenas as placas estão sendo mantidas. As carcaças estão sendo destruídas por empresa especializada. A destruição de papéis e materiais considerados sem aproveitamento também foi autorizada, mediante portaria, na tentativa de solucionar o problema da escassez de espaço no local, onde são guardados também materiais de escritório sem condições de uso e que ainda esperam pela baixa no patrimônio.
Segundo o diretor do foro, Edir Guerson de Medeiros, 80% dos processos arquivados já foram retirados do Fórum e levados para o imóvel alugado.

Fonte: Tribuna de Minas

quarta-feira, 3 de abril de 2013

COMANDANTE DO 28º BATALÃO DE POLÍCIA MILITAR ENVIA NOTA DE ELOGIO PARA AGENTE PENITENCIÁRIO EM UNAÍ/MG


6º D.D TERROR DA BANDIDAGEM

Quatro pessoas foram presas na noite de terça-feira. Grupo teria ligação com traficantes da Bolívia

Por Tribuna


Uma lanchonete que servia de fachada para a venda de drogas, no Bairro São Pedro, Cidade Alta, foi desmantelada, na noite desta terça-feira (2), por policiais da 6ª Delegacia de Polícia Civil. Quatro pessoas, entre elas uma estudante do 3º período de direito, foram presas em flagrante. No imóvel, localizado na Rua Oreste Fabiano Alves, foram apreendidos 300g de pasta base de cocaína, no valor de R$ 3 mil; 12 papelotes de uma substância derivada da cocaína, conhecida como "escama de peixe", que seria mais pura e com poder de provocar efeitos mais rápidos; e 310 ampolas de anabolizantes, orçadas em R$ 13 mil, provenientes do Paraguai. Durante a ação, os investigadores recolheram também R$ 1.006, uma motocicleta Honda/NX4 Falcon, um veículo Celta e um Fiesta.
A quadrilha que atuava na lanchonete estava sendo investigada há cerca de um mês. De acordo com o delegado que comandou a ação, Carlos Eduardo Rodrigues, o local funcionava para a venda de entorpecente no atacado e varejo, atendendo compradores de todas as regiões de Juiz de Fora. "A venda de droga era maquiada pela venda de alimentos", disse o policial. Ainda conforme ele, a investigação apreendeu celulares dos envolvidos nos quais foram encontradas mensagens dando indícios de que o esquema teria ligações com traficantes da Bolívia, de onde a droga estaria sendo transportada. "Nas mensagens, vimos que a negociação era tratada com alguém de uma cidade perto da fronteira. Geralmente, esses contatos são feitos com traficantes do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que conhecem a rota da droga no Brasil", disse Carlos Eduardo.
Anabolizantes
A respeito dos anabolizantes, o policial afirmou que não é comum encontrar uma quantidade como a que foi recolhida apenas com uma única pessoa, no caso o dono da lanchonete, que já havia sido preso pela Polícia Civil, em 2010, também por tráfico de entorpecente. Destacou também que cada ampola, cuja comercialização é proibida no país, era vendida por cerca de R$ 10 e R$ 15 de forma clandestina. O proprietário do bar, 24 anos, sua companheira, 20, e um funcionário, 21, tiveram suas prisões confirmadas pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Já um comerciante, 23, proprietário de um bar perto da lanchonete, foi preso por colaborar com informações para o tráfico. Como apontou a investigação, ele participava do esquema indicando para o usuário o local onde a droga podia ser adquirida com facilidade. Os homens foram encaminhados para o Ceresp, e a estudante para a Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires.
Todas as informações colhidas pela Polícia Civil durante a investigação e nos depoimentos dos envolvidos, segundo Carlos Eduardo, serão também encaminhadas para os órgãos competentes que apuram crimes de tráfico de drogas internacional. "Uma das mensagens informava que a cocaína vinda da Bolívia passava por dois intermediários até chegar a Juiz de Fora", acrescentou o delegado, ressaltando que o inquérito também irá apurar para quem essa droga apreendida era vendida.

Quadrilha que tentou roubar ônibus com policiais ficará presa em Araguari

Todos os integrantes são de Uberlândia e foram presos; um morreu.
Policiais civis participariam de um evento em Brasília.

Caroline Aleixo Do G1 Triângulo Mineiro

A quadrilha suspeita de tentativa de roubo a ônibus na BR-050, próximo à ponte do Rio Jordão, foi presa e apresentada na manhã desta terça-feira (2) na 4ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Araguari, no Triângulo Mineiro. O ônibus de turismo seguia para Brasília com sete policiais civis de Uberlândia e o motorista. Entre os suspeitos estão duas mulheres e quatro homens. Um quinto rapaz morreu no local durante troca de tiros com a polícia.
Quadrilha de Uberlândia suspeita de tentar roubar ônibus é presa em Araguari, MG (Foto: Caroline Aleixo/G1)Suspeitos são de Uberlândia e irão responder, a princípio, pelos crimes de tentativa de assalto a ônibus e formação de quadrilha (Foto: Caroline Aleixo/G1)

O delegado César Augusto Monteiro informou que todos os envolvidos são do município de Uberlândia e têm várias passagens policiais. Dentre os detidos estão Rubens Carneiro, de 25 anos, que estava no momento do assalto, tentou fugir em um veículo de passeio e foi preso em Uberlândia; o foragido que levou um tiro de raspão e entrou para o matagal em tentativa de fuga, João Silva dos Santos, de 19 anos; Francisco Marques Castro, de 18, que também estava no assalto e foi resgatado pelo restante da quadrilha em outro veículo; e, por fim, Aristela Soares da Cunha, 29, Daiane Leal, 26, e Santiago da Rocha, 27, que deram cobertura a Francisco. O sétimo envolvido foi morto durante a troca de tiros entre os policiais e ainda não foi identificado.
A ação foi feita em conjunto com a Polícia Militar (PM) e a Polícia Civil de Araguari, com o apoio da Polícia Civil de Uberlândia, que ajudou nas investigações e reconhecimento dos suspeitos. Foram apreendidos dois veículos de passeio e uma arma de fogo. Há suspeitas de que os outros assaltantes estavam armados também, mas nenhuma outra arma foi encontrada. “Gostaria de parabenizar o serviço da PM que se empenhou nessa diligência obtendo êxito na prisão de todos os integrantes. Realmente foi um fato inédito em minha profissão. Eu ainda não tinha trabalhado em uma situação como essa, mas sabemos que acontece”, disse César.
A delegada de plantão, Paula Fernanda de Oliveira, foi responsável pelo flagrante da ocorrência e disse que todos ficarão presos no município de Araguari e que após serem ouvidos serão conduzidos ao Presídio Irmãos Naves. “Por formação de quadrilha e tentativa de roubo eles respondem automaticamente porque foram presos em flagrante e são crimes consumados. Agora daremos continuidade às investigações para finalizar o inquérito”, afirmou Paula.
Ônibus com policiais civis interceptado por bandidos
O ônibus de turismo seguia viagem para Brasília, onde os policiais civis de Uberlândia participariam de um evento sindical. A princípio iriam 30 pessoas, que acabaram desistindo e restando apenas sete policiais. Por volta das 2h30 desta terça-feira (2), o veículo passava próximo ao Km 20 na BR-050, em Araguari, quando foi interceptado pelos assaltantes armados.
Quadrilha de Uberlândia suspeita de tentar roubar ônibus é presa em Araguari, MG (Foto: Caroline Aleixo/G1) 
 
Autor que levou tiro de raspão e o que fugiu em carro
foram presos pela manhã (Foto: Caroline Aleixo/G1)

Um policial informou que o motorista abriu a porta e um dos assaltantes anunciou o assalto. Ele nem chegou a entrar no interior do veículo quando os policiais fizeram dois disparos. Os assaltantes também dispararam contra o ônibus e, na troca de tiros, o que anunciou o roubo morreu no local enquanto João Silva levou um tiro de raspão, fugiu para a mata às margens da rodovia e foi preso no fim da manhã. Rubens foi abordado pela PM em Uberlândia e levado para a Araguari. Os demais foram presos em flagrante próximo ao local do crime, ainda na madrugada desta terça (2).
A janela lateral do veículo foi atingida por um dos disparos e a perícia da Polícia Civil encontrou uma cápsula de arma de fogo na escada do ônibus. No carro em que Rubens fugiu também foram encontradas marcas de disparos.
O motorista do ônibus preferiu não ter o nome identificado, mas contou que em 40 anos de profissão foi a terceira vez que foi vítima de assalto em estradas. Segundo ele, em todos os assaltos houve disparos de tiro, contudo, desta vez ele terá uma recordação diferente. “Achei bom porque é mais uma quadrilha desbaratada e esses bandidos dão um tempo para a gente e vê que a sorte não é só deles. Por outro lado é ruim porque os meninos perderam o evento deles. Mas eles foram muito bem, trabalharam certinho. Ainda bem que acabou tudo numa boa para nós e os bandidos levaram a pior”, disse o motorista.
Inspetor de Polícia Civil de Uberlândia Cezarino Ituassu (Foto: Caroline Aleixo/G1) 
 
Inspetor de polícia, Cezarino Ituassu, comenta
sobre ação  (Foto: Caroline Aleixo/G1)

O inspetor de Polícia Civil e diretor do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais (Sindpol) em Uberlândia, Cezarino Ituassu, seguiria para o Distrito Federal posteriormente e comentou o fato atípico. “Nesses assaltos os criminosos costumam praticar estupros, roubam tudo e dessa vez eles quebraram a cara porque pegaram um ônibus cheio de policiais civis. Então, antes chorar a mãe de um bandido, do que chorar a mãe de um policial civil. Espero que eles tomem vergonha na cara já que sobreviveram. A sociedade não aguenta mais esse bando de pilantra e vagabundo. Na minha concepção já deveria existir a pena de morte há muito tempo em relação a essa bandidagem”, comentou Cezarino.

Preso suspeito de balear agente penitenciário em Passos, MG

Agente foi atingido por tiros no dia 3 de novembro de 2012.
Homem detido é suspeito de dois homicídios e outros crimes na região.

Do G1 Sul de Minas

Foi preso na madrugada desta terça-feira (2) um homem suspeito de balear um agente penitenciário em Passos (MG) no mês de novembro de 2012. Segundo o delegado de Polícia Civil  Marcos Pimenta, Eloídes de Oliveira Santos, de 32 anos, é suspeito de ter cometido dois homicídios na região.

De acordo com o delegado, ele teria matado uma pessoa em Franca (SP) e outra em Passos (MG) e é também suspeito de ter roubado carros e ter cometido outros crimes, como tráfico de drogas. Policiais civis de Passos encontraram e prenderam o suspeito no bairro Vila São Sebastião, em Franca.
Segundo Pimenta, Santos já fugiu de três presídios. Ele será levado para a Penitenciária Nelson Hungria, na região metropolitana de Belo Horizonte.
Preso suspeito de balear agente penitenciário em Passos, MG (Foto: Reprodução EPTV)Preso suspeito de balear agente penitenciário em Passos, MG (Foto: Reprodução EPTV)
 
O caso

Um agente penitenciário de Passos (MG) foi baleado no dia 3 de novembro de 2012 em Passos. Segundo a Polícia Militar, na ocasião, a vítima estava em uma motocicleta e foi perseguida por suspeitos que estavam em um carro de cor preta. Vários tiros foram disparados.
O homem foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado para a Santa Casa. Marcas de tiros ficaram no portão e na parede de uma casa.
Nota da redação: O agente penitenciário sofreu uma tentativa de homicídio em novembro de 2012, mas não morreu, como anteriormente divulgado.

Sistema penitenciário brasileiro: a falibilidade da prisão no tocante ao seu papel ressocializador




Abordam-se os seguintes temas: história da pena de prisão, crise do sistema penitenciário brasileiro, superlotação, conflitos sexuais entre presos, ausência de trabalho e a reincidência como sintoma do fracasso do sistema.

1. Introdução

Atualmente, diversas são as críticas a respeito da situação carcerária brasileira, alguns falam inclusive na falência do sistema carcerário, e muitas são as discussões acerca da sua eficácia. A precariedade das instituições carcerárias e as condições subumanas nas quais vivem os presos colocam em xeque o objetivo ressocializador da pena privativa de liberdade, gerando questionamentos quanto à possibilidade de obtenção de efeitos positivos do cárcere sobre o apenado.
A pena de prisão vem falhando no seu objetivo ressocializador, no entanto, é verdade que para os criminosos mais perigosos, cuja segregação é imprescindível, ela continua sendo a única alternativa a escolha. Mas hoje é incontestável que manter encarcerados indivíduos que não tragam uma real iminência de risco para a sociedade é uma medida totalmente imprópria, que deve ser evitada sempre que possível. São inúmeros os problemas enfrentados nas prisões brasileiras, a superlotação dos presídios proporciona o convívio de infratores de menor potencial ofensivo com criminosos perigosos, tornando a prisão uma escola de aperfeiçoamento no crime. Dentre as várias deficiências que acometem o nosso sistema penitenciário, a superlotação merece destaque especial, ela impede que os apenados possuam condições mínimas de higiene e conforto. As condições subumanas vividas nos presídios aumentam as tensões elevando a violência entre os presos, tentativas de fuga e rebeliões.
Além disso, há o problema dos elevados gastos do Estado com a pena de prisão, sem o alcance de resultados positivos, visto que, o que se constata é o aumento vertiginoso da criminalidade. O Estado gasta milhões de reais com a manutenção de prisões, que estão cada vez mais cheias sem, contudo conter a prática do crime e sua reincidência.


2. Evolução da Pena de Prisão no Tempo

A Antiguidade desconheceu totalmente a privação de liberdade como sanção penal. A prisão servia para a contenção e custódia do réu que esperava a celebração de sua execução. Segundo Bitencourt (2004, p. 460):
 Até fins do século XVIII a prisão serviu somente à contenção e guarda de réus para preservá-los fisicamente até o momento de serem julgados. Recorria-se, durante esse longo período histórico, fundamentalmente, a pena de morte, às penas corporais (mutilações e açoites) e às infamantes.
Durante a Idade Média, a idéia de pena privativa de liberdade não aparece. Há nesse período uma grande influência do direito germânico. O sistema de penas era alicerçado nas penas de morte e nas penas corporais. Nesse período a privação da liberdade continua a ter uma finalidade primordialmente custodial.
Nessa época, surge a prisão de Estado e a prisão eclesiástica. Na primeira, eram recolhidos os inimigos do poder dominante, que tivessem cometido delitos de traição, ou os adversários políticos dos governantes. A prisão de Estado apresentava-se sob duas modalidades: a prisão-custódia, onde ficavam os réus à espera da execução da verdadeira pena a ser aplicada, ou a detenção perpétua ou temporal (até receberam o perdão real). Os exemplos mais conhecidos são a “Torre de Londres”, a “Bastilha de Paris”, “ Los Plomos”, etc. A prisão eclesiástica destinava-se aos clérigos rebeldes e dava ao internamento um sentido de penitência e meditação, esperava-se que por meio da penitência e oração se arrependessem do mal causado, obtendo correção. (BITENCOURT, 2004).
A prisão canônica era mais humana e mais suave que os suplícios e as mutilações do direito laico. O direito canônico serviu consideravelmente ao surgimento da prisão moderna, especialmente no que se refere à reforma do infrator.
Durante os séculos XVI e XVII a pobreza assola a Europa, disseminasse uma derrocada financeira que resultou num violento enfraquecimento econômico da população. Isso impulsionou os destituídos de capital ao cometimento de crimes, a delinqüência cresce, e falham todos os tipos de reações penais. Na segunda metade do século XVI iniciou-se a criação e construção de prisões organizadas, para a correção dos apenados, visando a reforma dos delinqüentes por meio do trabalho e da férrea disciplina. Surgem na Inglaterra as houses of correction ou bridwells, e sob similares orientações as chamadas workhouses.
No fim do século XVIII se inicia o denominado Período Humanitário do Direito Penal, que tinha como propósito a reforma do sistema punitivo. A legislação criminal na Europa se caracterizava para excessiva crueldade, o que causou a reação de alguns pensadores. O chamado movimento iluminista aparece nesse período, atingindo seu apogeu na Revolução Francesa. Os pensadores iluministas tinham como ideal a extensão dos princípios do conhecimento crítico a todos os campos do mundo humano, supunham poder contribuir para o progresso da humanidade e para a superação dos resíduos de tirania e superstição que creditavam ao legado da Idade Média. Essas correntes iluministas e humanitárias, das quais Voltaire, Montesquieu e Rousseau foram representantes, faziam uma severa crítica aos excessos presentes na legislação penal, e buscavam uma proporcionalidade entre a pena e o crime. Na seara político-criminal se destacaram Cesare de Beccaria, John Howard e Jeremias Bentham.
Cesar Bonessana, Marquês de Beccaria, filósofo imbuído dos princípios pregados por Rousseau e Montesquieu, publicou em 1764 sua famosa obra Dei Delitti e delle Pene, que se tornou o símbolo da reação liberal ao desumano panorama penal então vigente e marcou o início definitivo do Direito Penal moderno. Beccaria foi a primeira voz a levantar-se contra a tradição jurídica e a legislação penal de seu tempo, denunciando os julgamentos secretos, as torturas empregadas como meio de se obter a prova do crime, a prática de confiscar bens do condenado. Muitos dos princípios pregados por Beccaria foram, até mesmo, adotados pela declaração dos Direitos do homem, da revolução Francesa. Segundo Bitencourt (2004, p. 39):

terça-feira, 2 de abril de 2013

45 HOMICÍDIOS EM JUIZ DE FORA EM QUATRO MESES

Com a ocorrência deste crime, Juiz de Fora registra 45 morte violentas em quatro meses. Em 2012 foram 99 casos

Por Tribuna

Mais um homicídio registrado em Juiz de Fora, com o assassinato ocorrido na noite desta segunda-feira (1º) sobe para 45 o número de mortes violentas na cidade. Desta vez o crime correu na Rua Professora Violeta dos Santos, no Bairro Democrata, região Nordeste. Segundo boletim de ocorrência, às 22h40, um jovem de 24 anos foi alvejado na via pública. Ele chegou a ser socorrido por populares e encaminhado ao Hospital de Pronto Socorro (HPS), porém não resistiu aos ferimentos. Conforme informações da Polícia Militar, após uma briga entre a vítima e sua companheira, a mulher teria solicitado que um segundo homem, que seria seu ex-namorado, fosse ao local. Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, chegando ao Democrata, o suspeito e a vítima, ambos armados, teriam se desentendido o que resultou no crime. A perícia recolheu a arma da vítima, um revólver calibre 32 com cinco cartuchos deflagrados e um intacto. No bolso da vítima, foram encontrados, ainda, cinco balas do mesmo calibre.

Lideranças da FENASPEN se posicionam junto ao MJ




Por: Natali Amorim

FONTE: SINDSISTEMA
 Em reunião com Marcelo Veiga, assessor do Ministro da Justiça, o presidente do Sindicato do RJ e diretor de assuntos parlamentares da FENASPEN Francisco Rodrigues desabafou e falou tudo que está entalado na garganta de todos os agentes penitenciários Brasil a fora. Fazendo assim o clamor dos que já se foram por falta de proteção e dos que ainda clamam por defesa própria.
Mostrando a realidade do Sistema Penal brasileiro.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mulheres são presas por suspeita de comandar boca de fumo

Por Tribuna
Mulheres de 35 e 27 anos foram encaminhadas para a penitenciária

Duas mulheres foram presas nesta segunda-feira (1º) por suspeita de comandar o tráfico de drogas na chamada Boca do Varandão, na Vila Ozanan, região Sudeste de Juiz de Fora. O local, na Rua Anibal de Paiva Coelho, é conhecido por aquele nome por funcionar em um imóvel antigo, com uma varanda grande, onde eram vendidos entorpecentes, principalmente crack. Os materiais eram entregues aos usuários por meio de um buraco feito na parede lateral da casa. O imóvel chamou a atenção dos policiais da 6ª Delegacia de Polícia Civil pelo fato de as portas abrirem apenas pelo lado de dentro e serem reforçadas com duas trancas. Uma mulher de 35 anos foi apontada como comandante do tráfico. A comparsa dela, de 27 anos, também foi presa, após cumprimento de mandados judiciais. Elas foram ouvidas na delegacia no Bairro de Lourdes e encaminhadas para a Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires.
"Acreditamos que com essas prisões tenhamos desarticulado o tráfico naquela área", disse o delegado Carlos Eduardo Rodrigues, titular da 6ª Distrital. A ação desta segunda-feira é uma continuação da operação realizada pelos policiais civis em janeiro, quando foi preso o marido da mulher de 27 anos. Na ocasião, foram apreendidos drogas e um Honda Fit. O homem, segundo os policiais, segue detido.