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| Secretário Helvécio Magalhães terá acesso nesta sexta aos extratos das contas do Estado |
No primeiro dia de seu governo, Fernando
Pimentel (PT) e sua nova equipe de secretários precisarão resolver um
problema que pode afetar todo o quadro de funcionários estaduais: a
folha de pagamento do mês de dezembro. Segundo o novo secretário de
Planejamento, Helvécio Magalhães, os vencimentos mensais, que somam R$ 2
bilhões, precisam ser pagos na próxima semana, mas não há recursos em
caixa para a despesa.
“Temos amanhã (nesta sexta) para fazer uma
primeira avaliação. Vamos verificar os extratos da conta do Estado para
termos um dimensionamento. A notícia é que nós não temos em caixa mais
do que R$ 700 milhões”, afirmou Magalhães nesta quinta, após a cerimônia
de transmissão de cargo do governo.
Durante a posse, Pimentel anunciou que fará
em 90 dias um “balanço geral” do Estado para conhecer a situação
econômica, fiscal e social dos últimos 12 anos de administração do PSDB.
Para isso, será formado um grupo executivo com “contribuição de
empresas e instituições reconhecidas para fazer uma avaliação objetiva
do Estado”.
Na terça-feira, o petista anunciou como novo
controlador geral do Estado Mário Spinelli. Ele deve fazer em Minas a
mesma auditoria realizada nas contas da Prefeitura de São Paulo. O agora
secretário de Estado de Governo, Odair Cunha, justificou, porém, que a
intenção não é fazer um “caça às bruxas”. “Nós vamos tratar o dinheiro
do cidadão de Minas com respeito. O que tiver que ser feito, será
feito”, disse.
Pimentel tem evitado chamar de “auditoria” a
avaliação dos números do Executivo. Tanto que nesta quinta ele garantiu
que o objetivo do balanço “não é olhar para o passado”. “Nosso objetivo
é definir o ponto de partida para o futuro”. Os próximos balanços serão
publicados anualmente.
A falta de recursos em caixa é uma das
grandes preocupações do novo governo. Segundo Magalhães, será feito um
esforço para verificar os repasses atrasados da gestão com instituições
financeiras, como apontou o ex-governador Alberto Pinto Coelho (PP) na
terça-feira. Na ocasião, Alberto garantiu que encerraria seu mandato com
superávit de R$ 200 milhões.
Orçamento. Para tentar
aliviar os problemas financeiros esperados pelo novo governo, uma nova
Lei Orçamentária para 2015 será produzida pela área de finanças do
governo. No último semestre, a base governista de Pimentel na Assembleia
obstruiu a votação do projeto enviado à Casa por Alberto Pinto Coelho.
Sem a votação, o governador petista terá que governar com o chamado
“duodécimo”.
“Eu diria que foi até uma proteção para o
novo governo. A peça que está na Assembleia é muito distante da
realidade, tem superestimação de receita, redução na expectativa de
despesa que não é verdade. Vamos rever completamente a peça e fazê-la
mais factível”, completou Magalhães.
Fonte: O Tempo

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