Paralisação de agentes é contra suspensão de uso de arma fora de serviço.
Sem visitas nesta quarta, mulheres protestaram na entrada da Papuda.
De acordo com o presidente do sindicato dos agentes penitenciários, Leandro Vieira, a categoria reivindica melhores condições de trabalho e porte de armas fora do horário de serviço.
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Portaria assinada pela Secretaria de Segurança e publicada no Diário Oficial do DF na sexta-feira (5) veta o uso de armas de fogo
por agentes penitenciários fora do horário de expediente. Com a medida,
agentes ficam impedidos de usar o equipamento pertencente à secretaria
quando não estiverem em serviço.O secretário Sandro Avelar disse que não concorda com a medida que retira o porte de armas dos agentes, mas cumpre uma determinação legal. "Pessoalmente, acho a demanda dos agentes justa. Porém, fui notificado pelo Ministério Público algumas vezes e tenho de fazer valer o estado legalista."
O subsecretário do Sistema Penitenciário afirmou ainda que, caso haja abandono de postos, o governo vai iniciar a operação Guardiã. Essa operação deve colocar bombeiros, policiais civis e policiais militares para fazer o trabalho dos agentes penitenciários.
Tumulto
Cerca de mil mulheres, segundo a polícia, fizeram uma manifestação em frente à Papuda depois que agentes penitenciários informaram que não haveria visita de detentos na manhã desta quarta. As mulheres chegaram a queimar parte da vegetação próximo ao local, como forma de protesto.
Algumas manifestantes chegaram a atear fogo
em partes da vegetação (Foto: Willian Farias/ G1)
"Eles não se preocuparam em avisar para ninguém que hoje [quarta-feira]
não teria visita. Isso é para usar a gente como massa de manobra, para
chamar atenção", disse Márcia Silveira Gomes, esposa de um detento.em partes da vegetação (Foto: Willian Farias/ G1)
O presidente do sindicato dos agentes penitenciários conta que informou a secretaria sobre a possibilidade da interrupção de visitas. O subsecretário do Sistema Penitenciário nega que tenha sido informado sobre a paralisação do serviço.
As mulheres que estavam no local relataram que viram fumaça e escutaram tiros dentro do complexo penitenciário. A Polícia Militar informou que não houve nenhum incidente dentro da Papuda e que a situação estava sob controle.
De acordo com o presidente do sindicato, cerca de 700 agentes faziam a segurança dentro do presídio. Além disso, 200 policiais militares monitoravam o local.
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